Desde 2 de setembro, a Prefeitura de Guanambi contratou a empresa 7 Brasil Empreendimentos e Participações Ltda – EPP, com sede no município de Eunápolis, para a construção da sede própria do Hospital Municipal.
Única participante da concorrência, a empresa teve seu nome habilitado pela Comissão licitante em agosto de 2019, com a proposta para construção da obra no no valor de R$ 3.633.422,51.
Na última quinta-feira (30), a Prefeitura de Guanambi publicou no Diário Oficial do Município, a retificação do resumo de Instrumento Contratual, referente a contratação de empresa, com material e mão de obra, destinada a construção do Hospital Municipal de Guanambi. No entanto, a ordem de serviço para início da obra ainda não foi expedida.
A data inicial do contrato está fixada em 2 de setembro de 2019 e a vigência do contrato terá duração de 20 meses, ou seja, o início das obras está com oito meses de atraso em relação ao estipulado e restam apenas 12 meses para o término da duração do contrato.
O secretário municipal de infraestrutura, Marco Antônio, informou à Agência Sertão que por se tratar de um convênio, a alteração de terreno ainda que no mesmo bairro, como é o caso específico, demandou tempo para que a Caixa econômica acatasse a mudança, bem como a autenticidade da nova área.
Ainda de acordo com Marco Antônio, a mudança de local para construção do hospital ocorreu, devido ao terreno possuir dimensão incompatível com o projeto.
O local onde será construída a unidade de saúde será na Praça Maria de Jesus Gomes no Bairro Ipanema – uma quadra de distância da pretensão de construção anterior. O Hospital Municipal terá área construída de 1.418 m².
Segundo o secretário, os critérios utilizados para escolha do local foram – disponibilidade de área e dimensões. No entanto, uma das contrapartidas da prefeitura é a infraestrutura do entorno e acesso, uma vez que o local ainda carece de infraestrutura, como pavimentação.
O Hospital foi planejado dividido em módulos, sendo o primeiro com 30 leitos cirúrgicos, o segundo com 30 leitos obstétricos, podendo ser ampliado para até 100 leitos.
Os recursos para construção do novo hospital são oriundos de Emenda Parlamentar do Deputado Federal Daniel Almeida e estão disponíveis desde 2015. O município entrará com contrapartida de mais de R$ 1 milhão.

Atualmente o município não dispõe de um hospital municipal. O atendimento pelo município é feito através da UPA 24 horas e pelo “hospital” que funciona desde junho de 2015, no 2.º andar do antigo Hospital São Lucas para realização de cirurgias eletivas. O custo mensal de locação do imóvel é R$ 43 mil.
Após concluída a obra, a prefeitura irá adquirir todos os equipamentos e materiais permanentes para funcionamento do Hospital.
Em tempos de pandemia do novo Coronavírus, a Prefeitura está criando leitos no prédio da antiga Promater e no Hospital provisório. Embora não haja casos confirmados da doença no município, 40 leitos estão sendo preparando para o atendimento da eventual demanda, incluindo seis leitos de UTI. Um processo seletivo deve ser divulgado em breve para contratação do pessoal que atuará nas duas unidades de saúde.